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Você sabe o que é cúpula partidária?

Guilherme Damazzio

Guilherme Damazzio (Foto: ARQUIVO PESSOAL)

Cúpula partidária é a junção de vários políticos ou partidos que estão na base de um representante ou líder político. Ou seja, trata-se da famosa base aliada em que muitas decisões tomadas sobre o futuro dos cidadãos-eleitores partem dessa cúpula, podendo assim serem benéficas ou prejudiciais aos moradores de uma cidade como Niquelândia, que está prestes a escolher novo prefeito em eleição suplementar.

A história política do nosso município já nos mostrou, por inúmeras vezes, que a Prefeitura de Niquelândia sempre foi “loteada” e os serviços terceirizados, contratados com dinheiro público, sendo sempre repartidos/distribuídos pelas cúpulas partidárias e para as cúpulas partidárias, sempre em favor de seus membros mais atuantes e longevos da vida pública da cidade.

Por isso é que, no meu entendimento, antes de votarmos em qualquer uma das quatro chapas formadas às eleições do próximo dia 3 de junho, devemos avaliar não apenas os nomes dos candidatos a prefeito e a vice-prefeito por si só.

Devemos avaliar o conjunto de todos os atores diretamente envolvidos com as cúpulas partidárias. Será esse grupo de pessoas, com alto poder de decisão, que vão formar ou indicar os nomes do primeiro escalão do secretariado, bem como todas as deliberações sobre contratos sobre os serviços que precisarão ser terceirizados pelo município (mesmo que essa necessidade não exista) aos menos aos nossos olhos, enquanto munícipes.  Isso é fato.

Por tudo isso que é bom atentarmos para os nomes que estão na cúpula partidária de alguns candidatos. Precisamos observar não apenas o histórico de vida pessoal e política dos candidatos a prefeito e vice-prefeito, mas também analisarmos bem quem são os presidentes e vice-presidentes dos partidos que apoiam os candidatos.

Não podemos, outra vez, cair no conto do vigário. E, mais do que isso, não podemos nos deixar novamente sermos iludidos pela demagogia aparelhada de certos grupos políticos que, historicamente e sabidamente, já fizeram tanto mal para o nosso município.

Políticos assim – que carregam consigo a despreocupação com a coletividade – sempre tentam se apossar do poder público municipal de uma forma maquiavélica e estrategista.  Nós, eleitores e cidadãos niquelandenses, não podemos deixar que nenhum grupo político se aproveite da fragilidade social- econômica que Niquelândia passa no presente momento.

Digamos um sonoro “não” aos que lançam mão de figuras politicamente irrisórias e até meros fantoches como meios para maquiar – ou até mesmo para encobrir – a existência dessa cúpula partidária.

Não vamos deixar o povo ser ludibriado mais uma vez. Afinal, muitos políticos dessas cúpulas partidárias têm grande parcela de culpa pela situação em que chegou o nosso município. Precisamos do “novo”? Sim, precisamos do “novo”.  Mas não do “novo” que representa o “velho”, o atraso na prática política de Niquelândia.

Guilherme Damazzio é coaching em Desenvolvimento Pessoal; discente em Psicanálise pela Faculdade Estácio de Sá em Goiânia e Palestrante do Instituto Estímulus.

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