Niquelândia

Confusão em porta de comitê na eleição extemporânea será investigada pela Polícia Civil

Agnaldo da Van, candidato a vice-prefeito na chapa com Xisto Damas, desmentiu boatos que candidato do PHS quis pagar valores inferiores ao combinado com seus cabos eleitorais

O vereador e candidato a vice-prefeito da Coligação Niquelândia Ainda Tem Jeito, Agnaldo Batista Rocha – o popular Agnaldo da Van (PP) – esteve na Delegacia da Polícia Civil do município na manhã deste sábado (2) para formalizar ocorrência sobre distúrbios ocorridos por volta das 13h30 da sexta-feira (01/06) defronte ao escritório/residência do engenheiro e candidato a prefeito Xisto Damas (PHS), com quem Agnaldo compõe chapa para a eleição suplementar marcada para este domingo, dia 3.

De acordo com Agnaldo, pouco mais de 100 pessoas – contratadas para atuarem com cabos eleitorais da coligação –  aguardavam do lado de fora do prédio de dois andares que Xisto possui na Avenida Almirante Tamandaré, região central da cidade do Norte do Estado, para receber os valores acertados com o candidato do PHS, sem maiores problemas.

Ainda de acordo com o candidato a vice-prefeito, Xisto e outras pessoas da equipe teriam notado que, em meio aos cabos eleitorais realmente contratados, havia a presença de desconhecidos que não faziam parte do contingente escalado pela coligação para pedir votos.

Ainda de acordo com Agnaldo – que forneceu cópia da ocorrência ao Portal Excelência Notícias – o princípio de tumulto que culminou com a presença de uma viatura da Polícia Militar (PM) em frente ao escritório de Xisto ocorreu porque as pessoas supostamente estranhas à coligação teriam disseminado um suposto boato de que o candidato do PHS pagaria, aos cabos eleitorais, um valor inferior ao previamente combinado quando da contratação das equipes de rua.

Por conta disso, segundo o candidato a vice-prefeito, os supostos ‘manifestantes’ estariam na posse de combustível e teriam tentado queimar bandeiras do PHS dentro da casa do candidato Xisto Damas. Agnaldo informou que não estava presente no momento dos fatos, mas disse que Xisto teria sido diretamente ameaçado pelos descontentes com a suspeita de alteração repentina nos salários.

Coordenadores da campanha – conforme Agnaldo fez constar no boletim junto à PC – também teriam sido intimidados por essas pessoas que estariam sob efeito de álcool e/ou entorpecentes.

De acordo com Agnaldo, é improcedente a informação divulgada em grupos de WhatsApp de que o candidato Xisto Damas teria firmado compromisso de pagar R$ 500,00 para cada cabo eleitoral e que, diante da possibilidade de um resultado adverso no pleito marcado para este domingo (3), tivesse decidido pagar apenas R$ 200,00 para quem carregou bandeirolas e distribuiu santinhos/adesivos com o rosto de ambos.

Segundo ele, os valores variavam de acordo com a carga horária de cada contratado que assinavam uma folha de ponto, diariamente. No ensejo da entrevista exclusiva, Agnaldo declinou de atribuir eventuais responsabilidades sobre o episódio para cabos eleitorais das outras três coligações adversárias.

“Contratamos pessoas para trabalhar por duas semanas; outras, para apenas uma semana. Desse grupo, uma parte trabalhou nos dois períodos (manhã e tarde) e outra parte em apenas um período (manhã ou tarde). Então, não existia um único valor de pagamento em função justamente dessa carga horária. Porém, acredito eu que esse ato de vandalismo – para tentar a denegrir a imagem da nossa campanha – ocorreu porque chegamos nessa reta final de forma muito bonita, sem fazer promessas mentirosas ou gastando dinheiro a troco de votos. As pessoas que lá apareceram (na porta da casa de Xisto) nunca foram vistas em nosso comitê e, mesmo assim, queriam receber de qualquer jeito.  Um desses rapazes, inclusive, subiu pelas escadas até a parte de cima do prédio (da imobiliária do candidato) e quebrou a porta da casa do Xisto, com a intenção de fazer alguma maldade conosco. Na política de Niquelândia, infelizmente, ainda existem pessoas com atitudes maldosas nesse meio. Porém, não posso afirmar que foi fulano ou beltrano teria induzido nossa equipe a provocar essa arruaça na porta do nosso comitê. Mas ficamos preocupados e pensativos com isso”, comentou o candidato a vice-prefeito.

POLÍCIA CIVIL VAI INVESTIGAR – Consultado sobre o assunto, o delegado da Polícia Civil em Niquelândia, Cássio Arantes do Nascimento, optou pelo comedimento e pela cautela sobre a possibilidade do problema ter ocorrido em função de algum desacerto comercial entre Xisto Damas e os cabos eleitorais contratados pela coligação.

A autoridade policial confirmou que houve a queima de alguns sacos de lixo que estavam próximos do escritório/comitê do candidato Xisto Damas, bem como de alguns materiais de campanha eleitoral.

“Vamos investigar se houve a prática de algum crime e, em caso afirmativo, trabalhar no sentido de identificar os eventuais autores desse fato”, disse o delegado.

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