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Anápolis

Vilmar Rocha admite situação desconfortável na base aliada

Pré-candidato ao Senado rejeita nome de Zé Eliton para suceder Marconi

O presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, cumpriu extensa agenda de compromissos políticos entre a manhã e a tarde da sexta-feira (2) em Anápolis, para ampliar o diálogo com importantes segmentos da sociedade anapolina, objetivando o fortalecimento do partido às eleições estaduais deste ano e também para alavancar sua pré-candidatura ao Senado.

No roteiro de visitas – acompanhadas em sua totalidade pelo Portal Excelência Notícias (EXN) – Vilmar concedeu entrevistas à emissoras de rádio; reuniu-se com o prefeito Roberto do Órion (PTB); e com o presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Amilton Batista Filho (SD).

Depois do almoço, acompanhado de sua comitiva, Vilmar foi recebido pelo reitor da UniEvangélica, Carlos Hassel Mendes da Silva; e também pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA),  Anastácios Apóstolos Dagios.

Na sequência, visitou as obras de ampliação do Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), que terá 69 novos leitos; e encerrou os compromissos do dia com uma descontraída entrevista ao programa “Papo de Garagem”, transmitida ao vivo pelo Facebook.

Na ACIA, Vilmar reuniu-se com o presidente da entidade, Anastácios Dagios (Foto: Euclides Oliveira)

À noite, em entrevista exclusiva ao EXN, o ex-secretário estadual de Cidades e Meio Ambiente disse que sua saída do governo de Marconi Perillo (PSDB) em meados de janeiro transcorreu na mais absoluta tranquilidade.Porém, confirmou que sua nova postulação ao Senado – em 2014, Vilmar obteve pouco mais de 1 milhão de votos, com apoio de Marconi – enfrenta dificuldades para chegar efetivamente às urnas pela base aliada.

Como se sabe, a senadora Lúcia Vânia (PSB) deve buscar a reeleição ocupando a segunda vaga da futura coligação que apoiará o vice-governador José Eliton Júnior (PSDB) na campanha pelo Governo do Estado. A outra vaga ao Senado, claro, será de Marconi, que está no quarto mandato à frente do Estado. Por essa conjuntura e por demonstrar certo descontentamento com o nome de Zé Eliton para tentar suceder Marconi a partir de 2019, Vilmar Rocha admitiu que sua situação política não é muito confortável.

À noite, Vilmar foi entrevistado no programa “Papo de Garagem”, transmitido pelo Facebook em Anápolis (Euclides Oliveira)

Vilmar prega coerência com o discurso de 1998

“Decisões, mesmo, só em julho. Mas, como eu disse para você outro dia, são 20 anos e não apenas 20 dias do Tempo Novo em Goiás. Tenho orgulho de ter participado desse projeto como deputado federal (em 1998, quando Marconi foi eleito pela primeira); e depois como secretário de Estado (da Casa Civil inicialmente, em 2011). Foi um período bom para Goiás, em que nosso Estado avançou muito, de forma positiva. Mas precisa haver renovação, mudança, reciclagem. Porque, depois de um certo tempo, muitos erros administrativos e equívocos vão se cristalizando. O perfil ideal do futuro governador – ou de um candidato – seria de alguém que não fosse do governo, que fosse um nome novo, que possa apresentar uma agenda nova de compromissos. Não precisa ser novo na idade, porque existe muita gente nova com a cabeça velha.  Eu quero é ser coerente com o nosso discurso de 1998, quando fazia 16 anos que o outro grupo (do PMDB, atual MDB) estava no poder) e precisávamos mudar. Mas nós, da base aliada, precisamos ter coragem para essa mudança. Seria muito ruim, medíocre e pobre se eu me posicionasse com base em problemas de natureza pessoal com ele (Zé Eliton), mas acho que precisamos de um perfil diferente (para governar o Estado). Se nós (do PSD) vamos encontrar ou não, só o tempo é que dirá. Continuo num diálogo muito franco e aberto com o Marconi, que é meu amigo e companheiro há 20 anos. Mas, de fato, estou um pouco isolado e desconfortável politicamente na base por esse meu pensamento diferente de quem quer o continuísmo e não a continuidade, que são situações distintas.  Isso pode, sim, colocar em risco à minha possibilidade de candidatar-me novamente ao Senado”, argumentou Vilmar Rocha, na entrevista exclusiva ao EXN.

No último compromisso do dia, Vilmar concedeu entrevista ao jornalista Euclides Oliveira, editor-geral do Portal Excelência NotíciasVilmar também concedeu entrevista ao editor-geral do EXN, Euclides Oliveira (Foto: Carlos Faustino)

Ainda de acordo com o ex-secretário estadual de Cidades e Meio Ambiente, as pesquisas que colocam o senador Ronaldo Caiado (DEM) como líder nas pesquisas para o Governo do Estado são  – “sem dúvida nenhuma”, nas palavras de Vilmar – forte indicativo de que os goianos também possuem esse sentimento de que são necessárias mudanças após o desgaste de 20 anos do Tempo Novo no poder.

De acordo com Vilmar Rocha, como candidato de oposição, Caiado acaba representando esse desejo.Porém, segundo ele, outros candidatos com perfil diferente de Caiado também poderão apresentar propostas de renovação para comandar o Estado. Vilmar não quis comentar se pretende conversar com Caiado para disputar o Senado no mesmo palanque do Democratas, este ano. Em 2006, quando estavam no mesmo partido, apenas Caiado foi reeleito deputado federal pelo DEM e Vilmar ficou fora do Congresso Nacional apesar dos 76 mil votos que recebeu naquela ocasião.

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