DESCASO – Ex-funcionários de jornais impressos de Jundiaí/SP esperam por Justiça para receber verbas trabalhistas
Euclides Oliveira

Ex-trabalhadores do “Jornal de Jundiaí” e do “Jornal da Cidade” procuraram a Justiça do Trabalho há 10 e 21 anos, respectivamente, para receber o que lhes é devido por ambas as empresas de comunicação de Jundiaí-SP.
Trata-se de um verdadeiro drama vivido por colegas de imprensa da minha terra natal, cidade de 450 mil habitantes, distante 60 quilômetros da capital paulista, onde comecei a minha carreira profissional em 1999 antes de vir aqui para Niquelândia/GO, Norte de Goiás, em 2005.
Muita gente boa e correta, da imprensa jundiaiense, que não merecia passar o que estão passando. São do tempo que se fazia jornalismo, de verdade. E não o lixo que vemos hoje, pelo Instagram.
Já se passaram 21 anos que eu deixei a cidade mas, sempre que posso, acompanho o triste noticiário de quem, um dia, deu o sangue em prol da notícia correta, defendendo empresas de sobrenomes famosos, pouco ou nada preocupados com o futuro de seus agora ex-colaboradores.
Eles já contaram suas histórias à imprensa, alcançando repercussão nacional Veículos especializados, como o Observatório da Imprensa, o Portal dos Jornalistas e o Jornalistas & Cia, repercutiram o drama vivido por esses profissionais.
Vereadores de Jundiaí/SP e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), através da Regional Campinas-SP, também apoiam os ex-funcionários.
Um parlamentar do Legislativo de Jundiaí-SP, inclusive, lembrou que o grupo de trabalhadores convive com a injustiça enquanto os donos dos jornais “têm vidas nababescas”. Jornalistas de renome também já declararam apoio à causa.
Eu, Euclides Oliveira – jundiaiense nato, diga-se de passagem – particularmente, não enfrentei esses problemas, pois me desliguei do JJ em setembro de 2001, quando a empresa ainda estava em boa situação financeira, cumprindo com suas obrigações trabalhistas.
Fui informado de que a única resposta obtida até agora do TRT da 15ª Região (TRT-15) é a de que o órgão “não se manifesta sobre processos judiciais em andamento”.
E é exatamente este o problema: até quando essas ações permanecerão “em andamento”?
Estou com 50 anos e hoje tenho minha própria empresa de comunicação aqui no interior de Goiás; e jamais gostaria de estar passando o perrengue o que os ex-colegas estão enfrentando.
As dificuldades de fazer jornalismo sério numa cidade de 40 mil habitantes, distante 300 quilômetros de Goiânia, existem, é claro, mas só volto a Jundiaí para a minha aposentadoria, daqui uns 15 anos.
A Justiça do Trabalho precisa de celeridade para ser, de fato, justa, no Estado de São Paulo e, mais especificamente, em Jundiaí/SP.
Esses profissionais caminham para a velhice e querem receber seus direitos em vida. Os eventuais herdeiros desses recursos, certamente, guardarão tristeza eterna se não verem isso acontecer com seus pais, em tempo hábil.
Segue o link com tudo o que foi publicado até o momento, através do “Jundiaí Agora”, do jornalista Marco Antonio Sapia, a saber: https://jundiagora.com.br/?s=jj+e+jc
Euclides Oliveira é jornalista, jundiaiense, proprietário do Portal Excelência Notícias em Niquelândia-GO




