Niquelândia

Vereador que apoia Magda Mofatto é preso em flagrante por compra de votos

Gravações realizadas pela Polícia Civil a pedido do MP comprovaram que Adélio Meio Quilo repassou dinheiro para dois eleitores, antes de uma carreata. Ele pagou fiança de 5 salários mínimos e vai responder processo por crime eleitoral

Em ação certeira do Ministério Público (MP) de Niquelândia no final da tarde da quinta-feira (6), o vereador Adélio Antonio de Brito (PR) – de 60 anos, popularmente conhecido como Meio Quilo – foi preso em flagrante naquele dia e levado à Delegacia da Polícia Civil do município, sob a acusação de crime eleitoral.

De acordo com o Registro de Atendimento Integrado (RAI) elaborado pelo delegado de Uruaçu, Bernardo Comunale, o MP local recebeu denúncia anônima de que estaria havendo “movimentações estranhas em relação à compra de votos” na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Anapolina, defronte à um posto de gasolina na saída do município.

O MP, então, esteve no local onde ocorria a “aglomeração de pessoas”, minutos antes do início de uma carreata em prol da candidatura a reeleição da deputada federal Magda Mofatto (PR), que é apoiada pelo vereador Meio Quilo na cidade do Norte do Estado.

Acionadas pelo MP, equipes de investigação do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Niquelândia e da delegacia municipal realizaram filmagens da ação do vereador Meio Quilo oferecendo dinheiro para duas pessoas. Nas gravações, segundo a ocorrência, ficou evidenciado o pagamento em dinheiro.

Dessa feita, o vereador Meio Quilo e os dois eleitores que ele corrompeu foram levados ao DP de Niquelândia e autuados em flagrante pelo crime de compra de votos consumado, de acordo com o artigo 299 da Lei 4.737/65, que versa sobre crimes eleitorais.

“Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”, diz a redação da lei, que prevê até pena de até 4 anos de prisão e pagamento de cinco a quinze dias de multa pecuniária.

Para que Meio Quilo respondesse ao processo em liberdade, o delegado Bernardo Comunale – de plantão neste feriado prolongado – arbitrou fiança de cinco salários mínimos ao vereador.  Ele recolheu a quantia – R$ 4.770,00 – e foi solto.

No sábado (8), o Portal Excelência Notícias procurou o vereador por telefone para que o político dessa sua versão para o episódio mas o celular de Meio Quilo estava na caixa postal. Ele estaria descansando na zona rural, segundo um interlocutor.

Assim sendo, o espaço está aberto para que o vereador se manifeste assim que desejar ofertar seu esclarecimento público à sociedade niquelandense.  Nas eleições municipais de 2016, Meio Quilo voltou ao Legislativo alcançado 488 votos após quatro anos de ausência. Ele havia cumprido dois mandatos anteriores entre 2005 e 2012.

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