TERRAS RARAS – EUA podem se tornar sócio indireto da Mineração Serra Verde se Cade aprovar venda de US$ 2,8 bi em Minaçu
Reportagem do site de jornalismo econômico Reset aponta que acordo bilionário firmado pela USA Rare Earth com o governo norte-americano poderá resultar em participação indireta americana na mineradora de terras raras instalada na cidade do Norte do Estado
A mineradora Serra Verde, instalada em Minaçu, poderá passar a ter participação indireta do governo dos Estados Unidos caso seja concluída a aquisição da empresa pela USA Rare Earth (USAR), companhia americana listada na Nasdaq.
Segunda reportagem da jornalista Cristina Freiberger – publicada na sexta-feira/5 pelo site de jornalismo econômico Reset – a USAR assinou um pacote de financiamento de US$ 1,6 bilhão junto ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos (DOC).
Como parte do acordo, o governo americano receberá participação acionária na companhia.
A operação ganha relevância para o Brasil porque, em abril deste ano, a USAR firmou um acordo para adquirir a Serra Verde.
O empreendimento é considerado estratégico para a cadeia global de terras raras e para o fornecimento de minerais críticos usados em tecnologias avançadas e na indústria de defesa.
De acordo com o Reset , a conclusão da transação ainda depende de aprovações regulatórias e dos acionistas envolvidos.
Os recursos obtidos pela USAR deverão ser destinados à expansão de suas operações nos Estados Unidos, incluindo um projeto de mineração no Texas e unidades de processamento de metais e fabricação de magnéticos permanentes em Oklahoma.
Ainda segundo o Reset , o contrato firmado com o governo americano prevê cláusulas relacionadas à segurança nacional e estabelece restrições para negociações envolvendo países ou entidades consideradas estratégicas ou sensíveis pelos Estados Unidos.
A estrutura financeira do acordo também chama atenção pela dimensão dos valores envolvidos e pela participação direta do governo dos Estados Unidos. Segundo o Reset , o pacote de US$ 1,6 bilhão foi dividido em duas frentes, combinando recursos públicos e mecanismos de crédito financeiros ao fortalecimento da cadeia de terras raras no país.
De acordo com o Reset , a primeira parcela corresponde a US$ 277 milhões em recursos não reembolsáveis concedidos pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
Já a segunda, de aproximadamente US$ 1,3 bilhão, consiste em um financiamento garantido pelo governo federal americano por meio do Banco Federal de Financiamento (FFB), instituição ligada ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Como contrapartida ao apoio governamental, a USAR emitirá 16,1 milhões de ações ordinárias em favor do Departamento de Comércio.
Na prática, explica o Reset , trata-se de uma compensação pelas condições diferenciadas de financiamento obtido pela empresa, e não de um apoio direto de capital realizado pelo governo.
Caso a aquisição seja concluída, a participação acionária do governo americano na USAR fará com que os Estados Unidos tenham participação indireta na Serra Verde.
CADE INVESTIGA VENDA – Como se sabe, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou procedimento administrativo no dia 11 de maio para investigar a regularidade da venda do complexo pelo valor US$ 2,8 bilhões que envolve o fornecimento da produção da mina Pela Ema, em Minaçu.
O Cade pretende se a configuração de transação de concentração (APAC) que poderia comprometer a livre concorrência. A Serra Verde não comentou a investigação do Cade [Com informações do Reset, sob adaptações editoriais do Portal Excelência Notícias, em Niquelândia]




