Alto Horizonte

DESAFIOS CLIMÁTICOS – Lundin Mining investe na conservação do Cerrado e na recuperação de áreas degradadas em Alto Horizonte   

Com foco em soluções baseadas na natureza, multinacional de origem canadense conduz programas de recomposição ambiental, arborização e proteção de biodiversidade no entorno da Mina Chapada, na cidade do Norte do Estado

A Lundin Mining Brasil desenvolve, em Alto Horizonte, ações de recuperação de áreas degradadas e recomposição da vegetação nativa na Mina Chapada, além de apoiar projetos de restauração do Cerrado.

As iniciativas ganham importância diante da intensificação dos episódios de calor extremo e das mudanças no regime de chuvas, que reforçam o papel da vegetação na regulação do clima, na conservação dos recursos naturais e na adaptação às mudanças climáticas.

A relação entre vegetação e redução do calor tem respaldo científico. Em ambientes urbanos, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) identifica o sombreamento e a evapotranspiração como mecanismos de resfriamento associados à vegetação.

“As copas reduzem a incidência direta da radiação solar sobre as superfícies, enquanto a transferência de água para a atmosfera utiliza energia que, de outra forma, poderia contribuir para o aquecimento. Isso ajuda a compreender o potencial da conservação da vegetação e da recuperação de áreas degradadas para favorecer condições microclimáticas mais amenas, além de proteger o solo e os habitats”, detalhou o diretor de Sustentabilidade e Projetos da Lundin Mining Brasil, Rafael Almeida.

Em 2026, segundo ele, a companhia lançou padrões globais de Gestão Climática e Gases de Efeito Estufa (GEE), reforçando seu compromisso com o enfrentamento das mudanças climáticas.

“Essas diretrizes orientam as ações de sustentabilidade nas operações e as conectam aos compromissos globais da empresa”, disse.

Diante desse cenário, a Lundin Mining Brasil direciona seus esforços à preservação do Cerrado como estratégia de mitigação dos efeitos do calor e equilibrar o microclima local.

Com foco em soluções baseadas na natureza, Rafael explicou que a empresa conduz programas de recuperação ambiental, arborização e proteção de biodiversidade.

“Estamos mostrando que o investimento em cobertura vegetal e ciência é o caminho para construir um legado ambiental positivo e sustentável no Norte de Goiás”, comentou.

De acordo com Rafael, o fortalecimento da flora nativa figura entre as principais iniciativas da companhia para amenizar as temperaturas e proteger o ecossistema.

“Já realizamos o plantio de mais de 2 mil mudas de espécies do Cerrado, a reintrodução de 400 plântulas e sementes, além da implantação de cortinas arbóreas estratégicas e do cercamento de Áreas de Preservação Permanente/APP”, detalhou.

Essa nova barreira verde atua como um regulador térmico natural, retendo a umidade do solo, criando zonas de sombra e proporcionando um ambiente mais ameno e seguro para a fauna local.

Sua atuação na conservação vai além dos limites da operação, através da destinação de R$ 7,7 milhões ao programa Juntos pelo Araguaia, voltado à recuperação da vegetação nativa e de áreas da bacia hidrográfica.

O apoio associa a recuperação de áreas à conservação do solo, dos recursos hídricos e da biodiversidade.

A iniciativa ultrapassou os limites da operação e foi reconhecida internacionalmente no GEEF Global Sustainability Award como “Iniciativa do Ano em Restauração Ecológica Global”.

Merece destaque, nesse contexto, a eficácia do plantio de árvores e da conservação das águas para combater o ressecamento do solo e amenizar o clima na região.

Essas iniciativas se inserem em um cenário no qual as mudanças climáticas provocadas pela atividade humana já afetam extremos meteorológicos e climáticos em todas as regiões do planeta.

O IPCC reconhece a conservação e a restauração de ecossistemas entre as respostas de adaptação, que devem avançar em conjunto com a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Na Mina Chapada, a recuperação ambiental se soma ao monitoramento da qualidade do ar, ao controle de poeira, à gestão da água, e ao inventário de emissões que em 2026 recebeu o selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

São frentes com objetivos e indicadores próprios, que contribuem para a gestão dos impactos e dos desafios ambientais de longo prazo.

Projetando a longevidade do bioma, a companhia já investiu mais de R$ 22 milhões em ações de pós-mineração, incluindo a reabilitação do território, reuso de efluentes e restauração de áreas mineradas.

“A mineração responsável se constrói no dia a dia com ciência, respeito às pessoas e cuidado com a natureza. Com a meta corporativas de reduzir em 35% as emissões operacionais até 2030, a empresa reforça a integração entre conservação da biodiversidade e gestão climática”, enfatizou Rafael. [Com informações da Assessoria de Imprensa da Lundin Mining Brasil, em Goiânia]

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