ESCOLA SEM DROGAS – Polícia Civil intensifica palestras preventivas para estudantes em Niquelândia
Iniciativa desenvolvida pelos policiais civis Erlandsson Bonfim de Sena e Kellen Cristina Vieira de Melo orienta adolescentes sobre os impactos negativos - físicos, mentais e sociais - do uso de drogas e álcool nas escolas do munícipio
Há quase duas décadas, o policial civil Erlandsson Bonfim de Sena desenvolve em Niquelândia um trabalho de conscientização voltado a adolescentes e jovens estudantes, por meio do Programa Escola Sem Drogas (PESD).
Trata-se de uma iniciativa da Polícia Civil do Estado de Goiás que existe há mais de três décadas, em que Erlandsson leva orientações sobre prevenção ao uso de drogas, construção de projetos de vida e a importância de escolhas conscientes para o futuro, às escolas da cidade do Norte do Estado.
Além de atuar como agente de investigação, Erlandsson também é psicanalista e terapeuta. Desde 2008, já realizou palestras educativas para cerca de 20 mil alunos em Niquelândia e municípios da região, abordando temas relacionados à saúde, educação, comportamento e cidadania.

Com o tema “Futuro Promissor com Escolhas Conscientes”, as palestras buscam despertar nos adolescentes a reflexão sobre as decisões tomadas durante a juventude.
Entre os assuntos abordados estão a prevenção ao uso de drogas, valorização da educação, disciplina, responsabilidade e construção de um projeto de vida saudável e digno.

Desenvolvido em parceria com a comunidade escolar, o programa também trata de assuntos como violência doméstica, bullying e cyberbullying, alcançando anualmente mais de 14 mil estudantes em todo o Estado.
Segundo Erlandsson Sena, as atividades precisaram ser adaptadas nos últimos anos para acompanhar as transformações comportamentais da nova geração, especialmente diante da influência crescente da tecnologia no cotidiano dos estudantes.
Uma das principais preocupações apresentadas pelas equipes gestoras das escolas é a dificuldade que muitos adolescentes têm em projetar objetivos para o futuro.

Segundo Erlandsson Sena, as atividades precisaram ser adaptadas nos últimos anos para acompanhar as transformações comportamentais da nova geração, especialmente diante da influência crescente da tecnologia no cotidiano dos estudantes.
Uma das principais preocupações apresentadas pelas equipes gestoras das escolas é a dificuldade que muitos adolescentes têm em projetar objetivos para o futuro.
Por isso, as palestras passaram a enfatizar ainda mais a importância do planejamento pessoal e da construção de perspectivas de vida.

Um dos exemplos utilizados nas palestras para aproximar o tema da realidade dos estudantes é a apresentação de cigarros eletrônicos, conhecidos como “vapes”, apreendidos por educadores em salas de aula de escolas de Niquelândia.
Exibidos aos adolescentes a partir dos 13 anos, os dispositivos ajudam a ilustrar um problema cada vez mais presente no ambiente escolar.
Durante as orientações, os alunos são informados de que esses produtos possuem comercialização, importação e propaganda proibidas no Brasil e que seu uso pode trazer diversos prejuízos à saúde

“O principal objetivo das palestras é promover a conscientização e mostrar aos jovens que existem caminhos promissores por meio de escolhas conscientes, reforçando que o uso de drogas não faz parte desse futuro. Orientamos esses jovens de que não importa qual droga seja utilizada, ela destruirá a saúde deles”, afirmou.
Outro tema abordado durante os encontros é o uso da tecnologia no ambiente escolar.
Embora as ferramentas digitais sejam importantes aliadas da educação, Erlandsson alerta para a necessidade de utilizá-las de forma equilibrada e responsável.

Como exemplo, ele cita o ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial que pode auxiliar os estudantes em diversas tarefas.
No entanto, ele destacou que o uso excessivo desses recursos pode comprometer o desenvolvimento de habilidades fundamentais para avaliações futuras, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de limitar a capacidade de raciocínio e produção própria dos alunos.
As palestras contam ainda com o apoio da escrivã de polícia Kellen Cristina Vieira de Melo, que participa das orientações presenciais e também auxilia no atendimento online aos estudantes.

“Para nós, é mais importante trabalhar a autoestima desses adolescentes e direcioná-los para uma mudança positiva, porque sobre drogas eles já têm muita informação. Nosso papel é orientar para que sigam um caminho melhor, longe das drogas e do álcool, sempre pensando em um futuro mais promissor”, afirmou a policial civil.
A realização das palestras ocorre mediante solicitação prévia das instituições de ensino.
Após a autorização, a equipe da Polícia Civil desenvolve as atividades nas próprias escolas, promovendo momentos de reflexão, aprendizado e conscientização.
Para mais informações, as instituições interessadas podem acessar o site da Escola Superior da Polícia Civil de Goiás e realizar a solicitação das palestras, a saber: www.espc.policiacivil.go.gov.br





