Niquelândia

ESCOLA SEM DROGAS – Polícia Civil intensifica palestras preventivas para estudantes em Niquelândia

Iniciativa desenvolvida pelos policiais civis Erlandsson Bonfim de Sena e Kellen Cristina Vieira de Melo orienta adolescentes sobre os impactos negativos -  físicos, mentais e sociais - do uso de drogas e álcool nas escolas do munícipio

Há quase duas décadas, o policial civil Erlandsson Bonfim de Sena desenvolve em Niquelândia um trabalho de conscientização voltado a adolescentes e jovens estudantes, por meio do Programa Escola Sem Drogas (PESD).

Trata-se de uma iniciativa da Polícia Civil do Estado de Goiás que existe há mais de três décadas, em que Erlandsson leva orientações sobre prevenção ao uso de drogas, construção de projetos de vida e a importância de escolhas conscientes para o futuro, às escolas da cidade do Norte do Estado.

Além de atuar como agente de investigação, Erlandsson também é psicanalista e terapeuta. Desde 2008, já realizou palestras educativas para cerca de 20 mil alunos em Niquelândia e municípios da região, abordando temas relacionados à saúde, educação, comportamento e cidadania.

É LEGAL, MAZ FAZ MAL – Painel elaborado pela Polícia Civil de Niquelândia reúne todo tipo de substâncias que, perante à lei, são consideradas lícitas: material é apresentado nas palestras nas escolas da cidade [Foto: Patrícia Bastos – Especial para o Excelência Notícias]
A popularidade alcançada com o trabalho fez com que o policial civil conseguisse se eleger vereador em 2020. Erlandsson cumpriu mandato na Câmara Municipal de Niquelândia até o final de 2024, mas não conseguiu um novo mandato nas eleições municipais daquele ano.

Com o tema “Futuro Promissor com Escolhas Conscientes”, as palestras buscam despertar nos adolescentes a reflexão sobre as decisões tomadas durante a juventude.

Entre os assuntos abordados estão a prevenção ao uso de drogas, valorização da educação, disciplina, responsabilidade e construção de um projeto de vida saudável e digno.

Erlandsson e Kellen proferiram palestra do “Programa Escola Sem Drogas” em Niquelândia no começo desta semana, no Colégio Estadual Thomaz Adorno [Foto: Divulgação]

Desenvolvido em parceria com a comunidade escolar, o programa também trata de assuntos como violência doméstica, bullying e cyberbullying, alcançando anualmente mais de 14 mil estudantes em todo o Estado.

Segundo Erlandsson Sena, as atividades precisaram ser adaptadas nos últimos anos para acompanhar as transformações comportamentais da nova geração, especialmente diante da influência crescente da tecnologia no cotidiano dos estudantes.

Uma das principais preocupações apresentadas pelas equipes gestoras das escolas é a dificuldade que muitos adolescentes têm em projetar objetivos para o futuro.

Numa espécie de maleta portátil, policiais civis de Niquelândia apresentam exemplos dos malefícios provocados pelo uso indiscriminado de entorpecentes, durante palestras do Programa Escola Sem Drogas na cidade [Foto: Patrícia Bastos – Especial para o Excelência Notícias]

Segundo Erlandsson Sena, as atividades precisaram ser adaptadas nos últimos anos para acompanhar as transformações comportamentais da nova geração, especialmente diante da influência crescente da tecnologia no cotidiano dos estudantes.

Uma das principais preocupações apresentadas pelas equipes gestoras das escolas é a dificuldade que muitos adolescentes têm em projetar objetivos para o futuro.

Por isso, as palestras passaram a enfatizar ainda mais a importância do planejamento pessoal e da construção de perspectivas de vida.

Palestra do Programa Escola Sem Drogas, da Polícia Civil de Niquelândia, foi realizada na manhã da última segunda-feira, dia 25 [Foto: Divulgação/PC]

 

Um dos exemplos utilizados nas palestras para aproximar o tema da realidade dos estudantes é a apresentação de cigarros eletrônicos, conhecidos como “vapes”, apreendidos por educadores em salas de aula de escolas de Niquelândia.

Exibidos aos adolescentes a partir dos 13 anos, os dispositivos ajudam a ilustrar um problema cada vez mais presente no ambiente escolar.

Durante as orientações, os alunos são informados de que esses produtos possuem comercialização, importação e propaganda proibidas no Brasil e que seu uso pode trazer diversos prejuízos à saúde

Cigarros eletrônicos – “wapes” – apreendidos por educadores nas escolas de Niquelândia também são apresentados nas palestras da Polícia Civil como exemplo de drogas ilícitas, para conscientização de adolescentes com idades acima de 13 anos [Foto: Patrícia Bastos – Especial para o Excelência Notícias]

“O principal objetivo das palestras é promover a conscientização e mostrar aos jovens que existem caminhos promissores por meio de escolhas conscientes, reforçando que o uso de drogas não faz parte desse futuro. Orientamos esses jovens de que não importa qual droga seja utilizada, ela destruirá a saúde deles”, afirmou.

Outro tema abordado durante os encontros é o uso da tecnologia no ambiente escolar.

Embora as ferramentas digitais sejam importantes aliadas da educação, Erlandsson alerta para a necessidade de utilizá-las de forma equilibrada e responsável.

Kellen e Erlandsson, lotados na Polícia Civil de Niquelândia, desenvolvem o Programa Escola Sem Drogas no município do Norte do Estado [Foto: Patrícia Bastos – Especial para o Excelência Notícias]

 

Como exemplo, ele cita o ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial que pode auxiliar os estudantes em diversas tarefas.

No entanto, ele destacou que o uso excessivo desses recursos pode comprometer o desenvolvimento de habilidades fundamentais para avaliações futuras, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de limitar a capacidade de raciocínio e produção própria dos alunos.

As palestras contam ainda com o apoio da escrivã de polícia Kellen Cristina Vieira de Melo, que participa das orientações presenciais e também auxilia no atendimento online aos estudantes.

Erlandsson Sena, agente de investigação da Polícia Civil, realiza palestras do Programa Escola Sem Drogas há pelo menos 20 anos na cidade do Norte do Estado [Foto: Patrícia Bastos – Especial para o Excelência Notícias]
Para Kellen Cristina, fortalecer a autoestima dos adolescentes é uma das estratégias mais eficazes para afastá-los das drogas e incentivar escolhas mais positivas.

“Para nós, é mais importante trabalhar a autoestima desses adolescentes e direcioná-los para uma mudança positiva, porque sobre drogas eles já têm muita informação. Nosso papel é orientar para que sigam um caminho melhor, longe das drogas e do álcool, sempre pensando em um futuro mais promissor”, afirmou a policial civil.

A realização das palestras ocorre mediante solicitação prévia das instituições de ensino.

Após a autorização, a equipe da Polícia Civil desenvolve as atividades nas próprias escolas, promovendo momentos de reflexão, aprendizado e conscientização.

Para mais informações, as instituições interessadas podem acessar o site da Escola Superior da Polícia Civil de Goiás e realizar a solicitação das palestras, a saber: www.espc.policiacivil.go.gov.br

Programa Escola Sem Drogas (PESD) é uma iniciativa da Polícia Civil do Estado de Goiás que existe há mais de três décadas [Foto: Patrícia Bastos – Especial para o Excelência Notícias]

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