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Cidades

MP apreende 3 toneladas de carne imprópria para o consumo em Niquelândia e Colinas do Sul

“Programa Goiás Contra a Carne Clandestina” visitou 38 estabelecimentos nas duas cidades: em 34 deles, havia algum tipo de irregularidade na manipulação de produtos de origem animal; promotor quer celebrar TAC no próximo dia 27

Mais de três toneladas de produtos de origem animal – totalmente impróprios para o consumo humano – foram apreendidos em 34 açougues de Niquelândia e de Colinas do Sul entre a manhã da terça-feira (19) e a quarta-feira (20) em ação articulada pela Área do Meio Ambiente e Consumidor do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Goiás (MPGO).

O trabalho faz parte do “Programa Goiás Contra a Carne Clandestina” e, além do MP de Niquelândia, contou com a participação da Vigilância Sanitária Estadual; da Vigilância Sanitária Municipal; e da Agrodefesa.

EM NIQUELÂNDIA – Fiscais da Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado percorreram açougues de Niquelândia e Colinas à procura de cortes de carnes impróprios para o consumo humano [Foto: Divulgação/MP GO]
“Foram inspecionados, ao todo, 38 estabelecimentos, dos quais 34 tiveram algum tipo de ocorrência. Os produtos apreendidos foram inutilizados e descartados. Os estabelecimentos comerciais que foram fiscalizados poderão apresentar defesa e terão oportunidade para se adequar, continuando a ser monitorados pela fiscalização local”, comentou o promotor-titular da 1ª Promotoria de Justiça de Niquelândia, Pedro Alves Simões.

Ao todo, segundo o promotor, foram apreendidos 3.244 quilos de produtos, incluindo pescados, nos locais visitados nas duas cidades que integram a Comarca de Niquelândia, para combater o abate e a comercialização de produtos sem inspeção, sem rotulagem, com prazo de validade vencido, fora dos padrões de higiene, entre outras irregularidades.

A operação contou com respaldo da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, Polícia Civil e Polícia Militar. Os alimentos apreendidos foram descartados no Aterro Sanitário Municipal.

TAC – Uma audiência pública com os proprietários desses estabelecimentos está agenda para a próxima quarta-feira (27), às 17 horas, no salão do Tribunal do Júri do Fórum de Niquelândia.

Além de esclarecer sobre os riscos relacionados ao consumo e comercialização da carne clandestina, Pedro Simões quer articular um Termo de ajustamento de conduta (TAC) para que as irregularidades encontradas sejam solucionadas no menor prazo possível. (Com informações da Assessoria de Imprensa do MP, em Goiânia)

PARA O ATERRO – Carnes bovinas e suínas, inclusive seus derivados, encontrados em condições impróprias em Niquelândia e Colinas do Sul: tudo foi devidamente descartado no Aterro Sanitário [Foto: Divulgação/MP GO]
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