PROTEÇÃO ÀS MULHERES – Niquelândia vira sede regional do Batalhão Maria da Penha da PM para atender 17 cidades com espaço dentro da Secretaria Municipal de Assistência Social
Instalação inédita da 3ª Companhia do 2º BPM Maria da Penha em local cedido pela primeira-dama Claudia Moreira no imóvel onde fica a pasta sob seu comando foi viabilizada já que município do Norte concentra número de medidas protetivas em quantitativo superior ao verificado em cidades como Goianésia, Jaraguá e Uruaçu, segundo o tenente Flávio Taveira Guimarães
A recente instalação da sede da 3ª Companhia do 2º Batalhão Maria da Penha da Polícia Militar (PM) em Niquelândia – numa sala cedida pela primeira-dama Claudia Moreira no prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social – fez com que a cidade do Norte se tornasse, de forma inédita, o primeiro município do Estado em que a oferta de proteção às mulheres em situação de violência doméstica é feita fora de um quartel da corporação.
Ao todo, a partir de Niquelândia, são atendidas 17 cidades das regiões Norte e Vale do São Patrício – dentre elas Jaraguá, Uruaçu e Goianésia – segundo o comandante da 3ª Companhia Maria da Penha, tenente Flávio Taveira Guimarães.
Como se sabe, o Centro de Referência em Assistência Social (Creas) da cidade – bem como toda estrutura da pasta – foi transferida na gestão do prefeito Eduardo Moreira (Novo) para o gigantesco prédio onde já funcionaram os colégios Coerente e Êxito, na região central, que foi locado pela municipalidade.
Taveira explicou ao Portal Excelência Notícias, na última semana, que outra particularidade que coloca Niquelândia em destaque é o fato de que as companhias da PM desse tipo de trabalho geralmente estarem localizadas nas cidades-sedes dos Comandos Regionais da Polícia Militar (CRPMs), caso do 18º CRPM, de Uruaçu.
Em 2020, segundo ele, o Governo de Goiás ampliou a rede de proteção às mulheres com a criação do Batalhão Maria da Penha em Goiânia, reforçando o efetivo cumprimento das medidas protetivas com urgência.
A ação – que tem caráter preventivo e estratégico, assegurando que o agressor tenha ciência da fiscalização ativa das equipes – fora expandida para o interior do Estado em 2023 com a criação dos núcleos da Patrulha Maria da Penha em cidades com demanda por ações mais efetivas para coibir violência doméstica, no âmbito de cada CRPM.
Precisando de uma nova sede para a 3ª Companha da Patrulha Maria da Penha na região, Taveira levou ao conhecimento da major Patrícia Adorno Botelho – comandante do 2º BPM Maria da Penha, com sede na Cidade de Goiás – o seu plano para que Niquelândia fosse comtemplada nesse sentido por tratar-se do maior município do Estado em extensão territorial.
Outra justificativa apresentada pelo tenente à major foi também pelo fato de Niquelândia possuir maior proporção de mulheres com medidas protetivas em vigor em relação ao número de habitantes, em comparação com Jaraguá, Goianésia e Uruaçu.
Outro agravante, que contribuiu decisivamente para que Niquelândia pudesse se tornar sede da 3ª Companhia Maria da Penha foi o registro de dois casos gravíssimos de feminicídio somente no ano de 2025.
A CESSÃO DA SALA PARA A PATRULHA MARIA DA PENHA NA ASSISTÊNCIA SOCIAL – Durante reunião do tenente Taveira com a primeira-dama e com o prefeito de Niquelândia, surgiu a ideia de uma maior aproximação entre o Creas e o Batalhão Maria da Penha, já que ambos atendem públicos semelhantes, ou seja, em situações de extrema vulnerabilidade social que permeiam pobreza extrema com violência doméstica.
Como a prefeitura alugou o prédio do antigo Colégio Êxito para abrigar alguns departamentos da Assistência Social, houve a cessão de uma sala nesse local para que o Batalhão Maria da Penha pudesse atuar de forma mais integrada com a pasta comandada por Claudia Moreira. Atualmente, o prédio abriga o CREAS, o Bolsa Família e, agora, o Batalhão Maria da Penha.
“Nós, da 3ª Companhia, acompanhamos as medidas protetivas e de urgência. Nossa equipe conta com uma policial feminina que vai às residências durante o atendimento, garantindo mais segurança à vítima. Além disso, mantemos o acompanhamento contínuo para verificar se a medida está sendo cumprida ou se há necessidade de algum suporte adicional, da parte do Poder Público”, afirma o tenente.
Para a primeira-dama Cláudia Moreira, a parceria entre o CREAS e o Batalhão Maria da Penha tem como objetivo fortalecer a proteção às mulheres em situação de violência, oferecendo acompanhamento social, apoio psicológico e acolhimento às vítimas cujos direitos foram violados.
“Unindo os dois órgãos, vamos trabalhar em parceria para obter resultados mais eficazes. As denúncias serão atendidas mais rapidamente, com atuação conjunta, lado a lado, em um trabalho de respeito e acolhimento a todas as mulheres de Niquelândia. O Batalhão atuará na segurança, realizando visitas, fiscalizando as medidas protetivas e garantindo maior proteção a essas mulheres”, garantiu a primeira-dama de Niquelândia.

O projeto atuará durante todo o ano, diferentemente do que ocorria anteriormente, quando as ações de combate à violência doméstica eram concentradas apenas no mês de agosto, sobrecarregando os serviços.
A major organizou uma agenda extensa para o ano inteiro, definindo ações específicas para cada mês.
Por exemplo, em abril haverá palestras sobre violência infantil, realizadas em parceria com os CREAS – com visitas às escolas dos municípios da área de atuação – orientando crianças e adolescentes sobre o tema.
As atividades seguirão ao longo de todo o ano, em parceria com as prefeituras, com as secretarias de Assistência Social, de Saúde e Educação, entre outros órgãos.
O projeto Agenda Lilás também prevê palestras para servidoras públicas e para toda a população, incluindo a zona rural, que muitas vezes ficava em segundo plano.
Com essa iniciativa, a prioridade será atender primeiro a população rural, garantindo que as ações de prevenção e orientação contra violência doméstica de gênero cheguem a todos os cantos dos municípios do Norte do Estado e do Vale do São Patrício.





