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Presidente da Acin teme ‘quebradeira’ de pequenos comércios se decreto contra Covid-19 for prorrogado

Para Ronaldo Fernandes da Silva, que lidera a entidade classista, feriados prolongados normalmente já são prejudiciais aos negócios que funcionam sem planejar sustentabilidade por mais tempo: "por 15 dias ou mais, o cenário é de total incerteza", afirmou

Em meio a pandemia mundial provocada pelo novo coronavírus, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Niquelândia (Acin), Ronaldo Fernandes da Silva, disse ao Portal Excelência Notícias, na manhã desta segunda-feira (23), que está preocupado com a sobrevida dos pequenos comércios da cidade do Norte do Estado.

E o motivo é claro: a possibilidade de que o decreto ordenando o isolamento das pessoas e o fechamento de lojas que exercem atividades não-essenciais – para evitar a circulação de pessoas e o risco de contaminação pelo Covid-19 – seja indefinidamente prorrogado pelo govenador Ronaldo Caiado (DEM). O prazo inicial desse decreto é de 15 dias, com previsão de término no dia 4 de abril.

Segundo Ronaldo, os comerciantes da cidade e de todo o Brasil vivem uma situação atípica nesse momento diante do medo que o novo coronavírus provoque os efeitos devastadores em número de mortes como já ocorreu na China, na Itália e na Espanha.

Na avaliação do presidente da Acin, empresas que estão começando suas atividades nem sempre estão numa situação financeira bem controlada de tal forma que depositam confiança em seu dia a dia, visando a elevação de seu faturamento.

De acordo com Ronaldo, via de regra, tais empreendimentos não possuem caixa suficiente para planejar sua atividade a longo prazo, para mais de um mês, o que pode ser fator bastante complicador diante da nova realidade apresentada pela Covid-19

“Em situações normais, se a sequência de feriados prolongados já complicava muito essa situação [dos pequenos comércios], imagine isso por 15 dias ou por 30 dias, se houver essa prorrogação [do isolamento social]. Com certeza, muitos dos nossos comerciantes irão passar dificuldade sim. O que me conforta, neste momento, é que todos nós [os comerciantes] estamos vivendo essa situação. Estamos num cenário de muitas incertezas”, afirmou Ronaldo.

Na manhã da sexta-feira (20), como se sabe, o presidente da entidade classista participou e deu apoio às decisões tomadas pelo Ministério Público (MP) e pela Prefeitura de Niquelândia de elaborar um decreto municipal fundamentado nas decisões do Governo de Goiás, mais especialmente da Secretaria Estadual de Saúde.

“Fique em Casa” é a frase mais ouvida nesse momento no Brasil todo, nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp.

Após às 12 horas, boa parte do comércio niquelandense tinha baixado às portas de maneira espontânea, sem a necessidade de intervenção policial.

Uma outra parte, que ainda estava aberta, foi fechada compulsoriamente pela Vigilância Sanitária Municipal com apoio da Polícia Militar (PM) em trabalho que se estendeu até às 18h30 da sexta.

“Compartilho, com todos meus colegas-comerciantes, essa tristeza de ter que fechar os nossos estabelecimentos, sabendo que dependemos do movimento dos clientes para quitarmos nossas duplicatas; nossas dívidas; e o salário de nossos funcionários. Mas, diante de uma situação como essa – jamais vista no mundo todo – não nos restou outra alternativa porque cuidar da saúde é o mais importante nesse momento”, afirmou o presidente da Acin.

ORIENTAÇÕES AOS COMERCIANTES – De acordo com Ronaldo, a orientação do Governo do Estado, é que as empresas niquelandenses procurem seus contadores para que esse período inicial de 15 dias seja oficializado como férias coletivas dos seus empregados, na forma da legislação trabalhista vigente.

Quanto ao recolhimento dos impostos municipais – caso do ISS (Imposto Sobre Serviços) do IPTU para os imóveis; e da renovação dos alvarás de funcionamento (cujo prazo termina no dia 31) – o presidente da Acin informou que o prefeito Fernando Carneiro (PSD) se mostrou disposto a fazer a prorrogação do prazo ao recolhimento desses tributos.

Em nível federal, segundo Ronaldo, o prazo de pagamento da guia do Simples Nacional de abril, maio e junho foi adiado para outubro, novembro e dezembro, de forma cumulativa.

Ou seja, nos três meses do final do ano, o comerciante terá de pagar impostos em dobro caso fique sem condições neste momento de comércio fechado para quitar essa obrigação tributária.

ISOLAMENTO PRECISA SER OBEDECIDO – “Peço que os nossos comerciantes e as demais pessoas de Niquelândia se sensibilizem para obedecer esse decreto do ‘Fique em Casa’ pois, quanto mais rápido nós aderirmos a essa decisão do governador Ronaldo Caiado, mais difícil será a proliferação desse vírus. Precisamos estar imbuídos nessa causa”, recomendou o presidente da associação comercial.

 

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