Goiânia/Niquelândia

RESSOCIALIZAÇÃO – Trabalho de presos em parcerias da Polícia Penal cresce 37% em dois anos em Goiás: iniciativa é realidade em Niquelândia desde o ano passado

Governo de Goiás firmou 24 novos convênios para disponibilizar mão de obra carcerária em 2025: um deles foi celebrado com a Prefeitura de Niquelândia, por iniciativa do prefeito Eduardo Moreira (Novo) e da primeira-dama da cidade do Norte, Claudia Moreira

Pelo terceiro ano consecutivo, o número de pessoas privadas de liberdade exercendo atividades laborais no sistema penitenciário goiano, gerido pela Polícia Penal, apresentou crescimento.

Em 2025, um total de 5.218 reeducandos e reeducandas estavam trabalhando, o que representa um aumento de 6,1% em relação a 2024, quando foram registrados 4.918 reeducandos em atividade.

Na comparação com 2023, que contabilizou 3.796 pessoas em atividade, o crescimento chega a 37,4%.

A instituição atua em diferentes frentes para fomentar a política de trabalho prisional, incluindo parcerias com a iniciativa privada — tanto para atividades internas quanto externas —, além de convênios com municípios e órgãos estaduais voltados ao trabalho externo.

Também investe na manutenção de oficinas próprias e na utilização da mão de obra dos reeducandos na conservação e manutenção das unidades prisionais, ampliando as oportunidades de ocupação e ressocialização.

Somente por meio de termos de cooperação com entes públicos, nos quais a Polícia Penal de Goiás disponibiliza mão de obra carcerária para diversos serviços, foram firmados 24 convênios em 2025.

Um deles foi celebrado com a Prefeitura de Niquelândia, por iniciativa do prefeito Eduardo Moreira (Novo) e da primeira-dama da cidade do Norte, Claudia Moreira, atual secretária de Assistência Social e Cidadania do município, com amplo e irrestrito apoio do deputado federal José Nelto (UB).

Nessas atividades, os privados de liberdade atuam em serviços como limpeza urbana, construção civil, pintura, jardinagem, roçagem e capina, entre outros.

Recentemente, os reeducandos da Unidade Prisional de Niquelândia (UPN) trabalharam no calçamento de ruas internas do Cemitério Municipal São José; na limpeza das pichações feitas por facções criminosas nos muros externos desse mesmo local e também do Estádio Ary Valadão, ambos localizados na Vila Mutirão. Nesse último caso, o trabalho foi coordenado pelo agora ex-comandante da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (11ª CIPM) da cidade, major Marcos Antonio Lira.

Outra iniciativa relevante para a geração de emprego é o chamamento público: no ano passado, foram disponibilizadas 22 áreas dentro de unidades prisionais,

Em 13 delas, vale ressaltar, estão em fase de implementação projetos conduzidos pelas empresas vencedoras. Os planos de trabalho em execução devem gerar aproximadamente 1,3 mil novos postos de trabalho.

Os reeducandos inseridos nesses espaços de trabalho devem receber remuneração mínima equivalente a três quartos do salário mínimo vigente, o que corresponde a R$ 1.138,50, com jornada diária entre seis e oito horas. O pagamento é de responsabilidade do permissionário:

Em relação à evolução histórica, os dados mostram que, em 2022, havia 3.912 reeducandos trabalhando.

Em 2023, esse número caiu para 3.796, uma redução de 2,9%. Já em 2024, houve uma retomada significativa, com 4.918 trabalhadores, crescimento de 29,5%.

Em 2025, o número voltou a subir, atingindo 5.218 pessoas, consolidando um aumento de 6,1% no período. [Com informações da Assessoria de Imprensa da Polícia Penal de Goiás, em Goiânia]

Claudia Moreira (primeira-dama), Eduardo Moreira (prefeito de Niquelândia) e o deputado federal José Nelto, quando do início do trabalho dos presos da cadeia da cidade em serviços públicos nas ruas do município, em julho do ano passado [Foto: Excelência Notícias/Arquivo]
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