Goiânia

Especialistas alertam para riscos do uso de ‘canetas emagrecedoras’ sem prescrição médica

Entre os possíveis efeitos estão desidratação severa, agravamento de problemas gastrointestinais preexistentes e alterações da função hepática.

Especialistas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), unidade do Governo de Goiás, alertam a população sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, sem prescrição e acompanhamento médico.

Esses remédios atuam em mecanismos complexos do organismo, como a liberação de insulina e na regulação da saciedade, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

CANETAS EMAGRECEDORAS – Embora tenham sido desenvolvidos para o tratamento do diabetes, seu uso tem sido ampliado para o manejo da obesidade.

O uso sem indicação médica, no entanto, pode resultar em complicações como desidratação, alterações gastrointestinais, impactos na função hepática e riscos cardiovasculares, sobretudo em pessoas sensíveis ou com doenças não diagnosticadas.

Como avalia o secretário adjunto da SES, Sérgio Vencio, que é endocrinologista, a automedicação representa um risco significativo.

Para ele, entre os possíveis efeitos estão desidratação severa, agravamento de problemas gastrointestinais preexistentes e alterações da função hepática.

Já o gerente médico do setor de Cardiologia do Hugol, Paulo Vencio, ressalta ainda que a rápida perda de peso pode gerar déficit energético e exigir maior esforço do sistema cardiovascular.

Além disso, efeitos colaterais comuns aos análogos de GLP-1, como náuseas e desidratação, aumentam essa sobrecarga, podendo provocar queda da pressão arterial e elevação da frequência cardíaca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que esses medicamentos sejam vendidos apenas mediante retenção de receita, reforçando a necessidade de avaliação individualizada.

Como o uso dessas medicações para emagrecimento ainda é recente e seus efeitos a longo prazo permanecem em estudo, a recomendação é que qualquer tratamento seja conduzido por profissionais habilitados.

Para tanto, é necessário a realização de exames, ajuste adequado de doses e monitoramento clínico contínuo, sempre aliado a práticas saudáveis de controle do peso. [Informações da Secretaria Estadual de Saúde/SES-GO, em Goiânia]

Especialistas sugerem reeducação alimentar e prática de exercício físico para o emagrecimento saudável em paralelo à ação desses medicamentos [Foto: Freepik]

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