Barro Alto/Niquelândia

IMPASSE – Anglo American aguarda sinal verde da UE para concluir venda das plantas de Niquelândia e Barro Alto

Informações divulgadas nesta quarta-feira/3 pelo portal especializado “Notícias de Mineração Brasil” atestam que a mineradora considera que o processo está em fase avançada e acredita em uma decisão favorável das autoridades europeias ao Negócio Níquel com os chineses da MMG em Goiás

A Anglo American mantém a expectativa de finalizar nos próximos meses a venda de suas operações de níquel localizadas em Barro Alto e Niquelândia para a mineradora chinesa MMG.

A transação, avaliada em aproximadamente US$ 500 milhões, ainda depende da análise regulatória da Comissão Europeia, que acompanha o caso desde o ano passado.

De acordo com informações divulgadas pelo portal especializado Notícias de Mineração Brasil, a companhia considera que o processo está em fase avançada e acredita em uma decisão favorável das autoridades europeias.

O tema ganhou ainda mais relevância diante da recente recuperação dos preços internacionais do níquel. O movimento ocorre após medidas adotadas pela Indonésia — principal produtora mundial do metal — para controlar exportações e reduzir o excesso de oferta que pressionava o mercado desde 2023.

Durante o Mining Innovation Summit, realizado em Belo Horizonte nesta terça-feira (2), o diretor global de operações da Anglo American, Ruben Fernandes, afirmou que a empresa segue cumprindo todas as exigências regulatórias exigidas pela Comissão Europeia.

Segundo o executivo, não existem obstáculos relacionados às operações brasileiras e o andamento do processo segue dentro dos procedimentos previstos pelos órgãos responsáveis pela avaliação da negociação.

A venda faz parte da estratégia global de reorganização da Anglo American, que pretende concentrar seus investimentos nos segmentos de minério de ferro, cobre e fertilizantes.

Apesar da decisão de se desfazer dos ativos de níquel, Fernandes ressaltou que as unidades brasileiras figuram entre as mais consistentes e estáveis da companhia.

Ele destacou que a negociação não está associada a dificuldades operacionais ou de desempenho das minas, mas sim à redefinição das prioridades estratégicas do grupo.

A operação, contudo, enfrentou questionamentos de agentes do mercado.

A CoreX Holding apresentou manifestações junto à Comissão Europeia e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), alegando que a aquisição poderia ampliar a participação chinesa no mercado global de níquel.

Entidades dos Estados Unidos também solicitaram análises sobre os possíveis impactos concorrenciais da transação.

A MMG, compradora dos ativos, é uma mineradora listada em bolsa e controlada indiretamente pela estatal chinesa China Minmetals Corporation.

Atualmente, a empresa possui valor de mercado estimado em cerca de US$ 4,7 bilhões. [Informações do site Notícias de Mineração Brasil, sob adaptações editoriais do Portal Excelência Notícias, em Niquelândia]

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