ELEIÇÕES 2026 – Caiado desponta como principal pré-candidato do PSD após Ratinho Júnior desistir da corrida presidencial
Dirigentes da legenda avaliam que governador do Parará não demonstrava entusiasmo suficiente para a campanha presidencial: por outro lado, tornou-se mais forte a percepção de que governador de Goiás reúne atributos políticos mais consistentes para a disputa nacional
Anunciada na tarde desta segunda-feira/23, a saída do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa pelo Palácio do Planalto abriu espaço para o fortalecimento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, dentro do PSD.
Ratinho anunciou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, afastando-se da corrida presidencial.
Com a decisão, o PSD passa a concentrar suas atenções principalmente nos nomes de Caiado e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
A direção nacional da sigla sinaliza que a definição sobre quem representará o partido deve ocorrer ainda neste mês.
Pelas regras eleitorais, governadores interessados em concorrer à Presidência precisam deixar seus cargos até seis meses antes do primeiro turno, prazo que se encerra em 4 de abril.
Dirigentes partidários avaliam que Ratinho Júnior não demonstrava entusiasmo suficiente para a campanha presidencial.
Internamente, cresce a percepção de que Caiado reúne atributos políticos mais consistentes para a disputa nacional.
Aliados do presidente do PSD, Gilberto Kassab, consideram que a eventual candidatura do governador goiano permite ao partido reforçar pautas estratégicas, como segurança pública e o diálogo com o agronegócio — setores nos quais Caiado possui forte identificação.
As tratativas sobre a desistência vinham ocorrendo nos bastidores há algum tempo. A decisão final de Ratinho foi tomada após análises de pesquisas eleitorais.
Levantamentos recentes indicavam Ratinho Júnior como o nome do PSD com melhor desempenho nas intenções de voto, embora ainda distante dos principais concorrentes.
Em pesquisa realizada em março pelo instituto Quaest, o governador paranaense registrou 7% das preferências no primeiro turno. Caiado apareceu com 4%, enquanto Eduardo Leite marcou 3%.
Nos mesmos cenários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva variou entre 36% e 39%, e o senador Flávio Bolsonaro apresentou índices entre 30% e 35%.
Em eventual segundo turno contra Lula, Ratinho somava 33% das intenções de voto, ficando nove pontos percentuais atrás do petista, que alcançava 42%. Em novembro, essa diferença era menor.
BASTIDORES DA DESISTÊNCIA – A decisão de Ratinho ocorre em meio a movimentações políticas recentes.
O senador Rogério Marinho, ligado à coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reuniu-se com o governador paranaense e sugeriu que ele retirasse sua pré-candidatura para apoiar o projeto do PL.
Após tentativas frustradas de atrair Ratinho para compor uma chapa presidencial como vice, o PL optou por apoiar o senador Sergio Moro na corrida pelo governo do Paraná. Nos bastidores, aliados do governador interpretaram o gesto como reação política à negativa.
Em nota oficial, a assessoria de Ratinho Júnior informou que a decisão de não disputar a Presidência foi tomada após conversas familiares e “profunda reflexão”.
O comunicado também destaca que ele continuará colaborando com o PSD em pautas nacionais.
Segundo a manifestação pública, o governador defende medidas como modernização administrativa, redução da burocracia, políticas mais rígidas de segurança pública e valorização do agronegócio brasileiro no cenário internacional.
Ao concluir o mandato no Executivo estadual, Ratinho Júnior pretende retornar à iniciativa privada e assumir a presidência do grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho. [Com informações do G1 e da Revista Veja]




